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Estátua de Metais (O Sonho de Nabucodonosor)


Uma profecia de grande aceitação no meio cristão é a da Estátua de Metais, encontrada no livro de Daniel. Segundo este livro, o rei Nabucodonosor (Nabucodonosor II, 632 a.C.- 562 a.C.), rei do Império babilônico, sonhou com uma grande estátua cuja cabeça era de ouro, braços de prata, tronco de bronze, pernas de ferro e pés com uma mistura de ferro e barro. Durante o sonho, uma grande rocha retirada de uma montanha atinge os pés da estátua a destruindo totalmente. A interpretação de Daniel foi a seguinte: A cabeça era o império babilônico cujo rei era o próprio Nabucodonosor, os braços de prata seriam um segundo império formado por duas nações, o tronco de bronze seria um terceiro império, as pernas de ferro seriam um quarto império e os pés de ferro e barro seriam várias nações em equilíbrio de forças. Esta descrição de Daniel confere com o que ocorreu na história, onde a cabeça de ouro seria o império babilônico; os braços de prata, o império medo-persa; o tronco de bronze, o império grego; as pernas de ferro, o império romano; os pés, as várias nações hoje existentes, e a rocha que destrói a estátua, um futuro reinado messiânico. Observe que tal profecia parece perfeita, mas há 3 razões pelas quais não se deve acreditar nela:

1. Tradicionalmente acreditava-se que o livro de Daniel era do século VI a.C., ou seja, tinha sido escrito antes dos fatos terem ocorridos. Porém muitos estudiosos do livro de Daniel sugerem uma data posterior. Hartman e Di Lella (em The Book of Daniel - 1978) sugerem múltiplos autores, com algum material datando do século III a.C., culminando com um editor e redator no século II a.C. Hoje os especialistas em datação sugerem que o livro inteiro é de um mesmo autor, e foi escrito durante a profanação do Templo de Jerusalém (167–164 a.C.). As razões para essas datas incluem o uso de palavras em grego e em persa no meio do texto em hebraico, que não ocorriam no século VI a.C.; o estilo de hebraico e aramaico era mais parecido com o usado em datas posteriores; o uso da palavra "caldeu" ocorre de modo desconhecido ao século VI e gafes históricas repetidas mostram ignorância sobre fatos do século VI. Desta forma fica claro por que esta suposta profecia foi aparentemente cumprida na história, devido à sua compilação depois de passados os impérios babilônico, medo-persa e grego, sendo vigente a República Romana que já dominava grande parte do mundo conhecido da época, ou seja, trata-se de uma fraude.

2. A profecia esqueceu do império bizantino que durou 1000 anos, do domínio bélico e político dos russos sobre a URSS e do recente Império Inglês, o maior de todos os tempos. Estes últimos foram tão potentes, destrutivos e abrangentes que os impérios antigos não passaram de governos tímidos. Desta forma a estátua deveria conter mais metais e mais divisões para representação destes impérios, pois foram mais expressivos, não sendo coerente estarem nos pés da estátua representados por uma mistura de barro e ferro. Imagine que uma única arma inglesa ou russa, como um porta aviões, seria suficiente para derrubar todos os impérios antigos, e a quantidade de pessoas e território que estes dominaram foram várias vezes maiores que os dos impérios do mundo antigo representados na estátua de metais.

3. Quanto a grande pedra que destrói a estátua, os judeus acreditam ser um futuro reinado de Israel sobre a Terra sob o comando do messias, e os cristãos acreditam tratar-se do reinado milenar de Jesus na sua volta. Tais predições não ocorreram até os dias de hoje e provavelmente não vão ocorrer, principalmente no que diz respeito aos cristãos devido à profecia não cumprida de Jesus sobre a sua volta ainda no século em que viveu ou, no mais tardar, no início do século II.

Se a previsão de fatos passados foi fraudada, como acreditar no cumprimento das suposições futuras?

2 comments:

  1. Luíza - RJ7:30 PM

    Jesus nunca existiu, a bíblia mais antiga existente é do ano 350d.C., Jesus foi criado e enxertado na história aproveitando o mito judeu, o calendário cristão que hoje conhecemos foi criado no ano 600d.C. e imposto pela igreja ao mundo, os governos europeus só reconheceram o calendário gregoriano(cristão) a partir de 1200d.C. "santa" ignorância desses crentes burros!
    Luíza - RJ

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  2. ou você e muito louca ,ou ateia,ou muito retardada ,coitada,pra acreditar no que você esta contando e preciso ter mais fé do que pra acreditar na existencia real de cristo, tenho pena de você deve ter uma vida muito amarga pra dizer tais palavras.

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