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A Origem da Vida na Terra e Vida Extraterrestre


Registros históricos revelam que desde o século VII a.C. até meados do século XIX, aqueles que se dedicavam ao estudo da origem da vida acreditavam na Abiogênese, ou seja, que a vida era gerada espontaneamente a qualquer momento, independente da complexidade do ser, a partir da matéria inanimada. Essa crença se devia à observação do aparecimento de certos animais em lixeiras e em material orgânico em decomposição, como larvas, moscas, baratas e ratos. Mas aos poucos essa ideia foi perdendo aceitação até ser totalmente refutada num experimento do cientista Louis Pasteur em 1862, o qual demonstrou que o surgimento de bactérias em materiais orgânicos estéreis se devia à contaminação através do ar. Desde então, a mesma Ciência que provou a incoerência da abiogênese, tem se dedicado a preencher esta lacuna.

Teoria de Oparin-Haldane

Aleksandr Oparin
Hoje a teoria quase unânime entre os cientistas acerca do surgimento da vida é a de Oparin ou Oparin-Haldane, também conhecida como teoria heterotrófica ou da sopa primordial. Aleksandr Oparin, biólogo e bioquímico russo, após exaustiva análise química e geológica da Terra e das atmosferas dos planetas externos como Júpiter e Saturno, chegou a um modelo aproximado de como seria a composição química da atmosfera terrestre quando a vida surgiu, pois a atmosfera atual, modificada pelos seres vivos e pelo tempo, é desfavorável para o surgimento de vida a partir de componentes inorgânicos. Baseado nestes estudos, Oparin propôs em 1924 o seguinte: “Em ambiente aquoso, compostos orgânicos teriam sofrido reações que iam levando a níveis crescentes de complexidade molecular, eventualmente formando agregados colóides ou coacervados (moléculas maiores que 1 nanometro e menores que 1 micrometro que não se dissolvem com facilidade em água). Esses coacervados seriam aptos a se 'alimentar' rudimentarmente de outros compostos orgânicos presentes no ambiente, de forma similar a um metabolismo primitivo. Os coacervados não eram ainda organismos vivos, mas ao se formarem em enormes quantidades, e se chocarem no meio aquoso durante um tempo muito longo, eventualmente atingiriam um nível de organização que desse a propriedade de replicação. Surgiria aí uma forma de vida extremamente primitiva que daria origem a todos os seres vivos”.

J.B.S. Haldane
Geneticista e Biólogo
Um contemporâneo de Oparin, John B. S. Haldane, geneticista e biólogo britânico, propôs algo semelhante: "Os oceanos primordiais funcionavam como um imenso laboratório químico alimentado por energia solar. Na atmosfera, as moléculas gasosas foram combinadas e recombinadas pela ação da radiação ultravioleta e dos raios das tempestades, originando compostos orgânicos que foram sendo depositados no mar onde se formou uma 'sopa' de grandes quantidades de monômeros e polímeros que adquiririam membranas lipídicas e, desenvolvimentos posteriores, levaram às primeiras células vivas".

Primeira comprovação experimental

Harold Urey
Nobel de Química
Esta suspeita de Oparin e Haldane foi comprovada na prática pela primeira vez com o experimento de Urey-Miller, em 1953, que simulava as condições atmosféricas da Terra primitiva conforme proposta de Oparin. O experimento foi repetido por diversas vezes com várias atmosferas hipotéticas e sempre foram obtidos resultados similares: formação de diversos aminoácidos – "tijolos" que formam as proteínas que o DNA utiliza pra construir os seres vivos – a partir de material inorgânico.

As microesferas ou protocélulas

Microesferas, as Protocélulas
Posteriormente, Sidney Fox levou o experimento um passo adiante fazendo que esses tijolos básicos da vida se unissem em proteinóides – moléculas similares a proteínas – através de aquecimento. Esses aminoácidos e pequenos peptídeos formaram membranas esféricas fechadas, chamadas de microesferas. Fox as descreveu como formações de protocélulas, um passo intermediário importante na origem da vida. As microesferas obtidas por Fox tinham dentro de seu envoltório um meio aquoso, que mostravam movimento similar a ciclose (processo que distribui substâncias dentro das células), eram capazes de absorver outras moléculas presentes no seu ambiente, podiam formar estruturas maiores fundindo-se umas às outras, e em certas situações, destacavam-se protuberâncias minúsculas de sua superfície que podiam se separar e crescer individualmente dando origem a novas microesferas.

O mundo do RNA

Walter Gilbert
Nobel de Química
Em 1986, Walter Gilbert propôs mais uma etapa na origem da vida que envolvia a existência de moléculas autorreplicadoras constituídas por RNA. O RNA é atualmente um mediador entre o DNA e as proteínas na maioria dos seres vivos, mas Gilbert propôs que nos primeiros estágios da vida, o RNA era o material genético principal.

A proposta de Gilbert pode ser confirmada por formas de vida primitivas como os retrovírus que são nada mais que moléculas de RNA. As microesferas apresentadas por Fox em dado momento na Terra primitiva podem ter absorvido RNA formando assim seres unicelulares que podiam transmitir suas características genéticas. Posteriormente o RNA deu origem ao DNA que tomou o seu lugar.

RNA produzido em laboratório

O passo mais recente que apoia a Teoria de Oparin-Haldane, foi dado em 2009. John Sutherland e sua equipe da Universidade de Manchester, Reino Unido, criaram um ribonucleotideo, um bloco de RNA, simulando condições que poderiam ter ocorrido na Terra primitiva.

O limiar da vida

Príon
Proteína com comportamento
de ser vivo
Há entre os biólogos discordância acerca da classificação dos vírus como seres vivos, pois são formados exclusivamente por RNA ou DNA, enquanto todos os outros seres vivos necessitam de ambos. Se estes deixam dúvida, o que dizer dos agentes patológicos do mal da vaca louca (encefalopatia bovina espongiforme)? Esta doença que acomete mamíferos como bovinos e humanos, é provocada por uma proteína chamada 'príon' que se comporta como um microrganismo se autocopiando ao entrar em contato com proteínas do cérebro. Um príon não tem DNA ou RNA. Observe aqui que há seres de extrema simplicidade capazes de preencher a lacuna entre o vivo e o não vivo, ou seja, estão no limiar da vida. Estes protótipos da vida foram, provavelmente, resultados da sopa primordial que 'sobreviveram' até os dias atuais atormentando com patologias os seres vivos modernos.

Pouco tempo?

Os primeiros indícios de vida na Terra são de 3,8 bilhões de anos atrás, quando esta e o sistema solar tinham 'apenas' 800 milhões de anos de idade. Para alguns este tempo foi pouco para que a Terra pudesse gerar vida, os quais sugerem a teoria da Panspermia (a vida se originando em outros locais do Universo e viajando em cometas ou em outros corpos celestes até a Terra), o que não ajuda muito a explicar a origem da vida, pois resta a pergunta: Como surgiu a vida nestes outros locais? O mesmo ocorre quando se diz que Deus originou a vida na Terra: Quem ou o que originou Deus?

Imagine um tempo muito longo, tão longo que se este fosse considerado 1 ano, os 2.000 anos da era cristã seriam equivalentes a 1 minuto! Este longo tempo foi o que a Terra necessitou para gerar seu primeiro ser vivo, microscópico, unicelular e mais simples que qualquer outra forma de vida hoje existente. As tempestades elétricas, raios ultravioletas e substâncias como água, carbono e nitrogênio, entre outras, distribuídas aos milhões de toneladas por toda a superfície terrestre, tiveram em torno de 800 milhões de anos para 'brincar' de se combinar e recombinar exaustivamente para formarem míseros microrganismos invisíveis a olho nu. Agora imagine novamente um tempo tão longo que se fosse um calendário de 1 ano, os 5.000 anos de história da humanidade seriam apenas os últimos 5 segundos deste ano. Este período, 3 bilhões e 800 milhões de anos, foi o tempo necessário para que as primeiras células evoluíssem para insignificantes seres humanos. Mas há quem diga que isso foi pouco, mesmo sendo um fato a produção de aminoácidos e RNA em laboratórios de alguns metros quadrados a partir de pequena quantidade de matéria e energia e em tempo infinitamente menor, apenas simulando-se as condições terrenas primitivas. Desta forma é perfeitamente plausível a Terra como um gigantesco laboratório que teve tempo e recursos suficientes para dar origem à vida e à toda biodiversidade encontrada nela.

Vida extraterrestre

Em dezembro de 2010 a NASA publicou a descoberta de uma bactéria num lago na Califórnia que substitui o fósforo por arsênio em seu DNA, ou seja, utiliza uma substância altamente tóxica em seu material genético. Com essa característica a bactéria faz parte de uma outra ecologia incompatível com a nossa, o que remete a uma possibilidade de vida em outros planetas a partir de substâncias diferentes do carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre que formam o DNA da principal ecologia de nosso planeta, da qual fazemos parte.

Possível fóssil de bactéria marciana
foto NASA
Anteriormente, embora contestada por alguns especialistas, a NASA havia publicado ter encontrado possíveis fósseis de bactérias em uma rocha de Marte que caiu na Antártica há 13 mil anos. Um fato que apoia esta suspeita da NASA, foi uma reavaliação recente de dados das sondas Wiking, enviadas a Marte na década de 1970, que apontam substâncias químicas na superfície deste planeta que podem ter sido produzidas por microrganismos numa taxa equivalente às encontrados nos pólos terrestres, os quais possuem vida microbiana resistentes à condições ambientais extremas. A vida microscópica (esqueça homenzinhos verdes), se existiu em Marte, provavelmente não se desenvolveu como na Terra por causa de um cataclismo que lançou milhões de toneladas de óxido de ferro em sua atmosfera, seguido de uma redução na atividade geológica que o fez perder o mar outrora ali existente, tornando-o um lugar insustentável para a vida como a conhecemos.

O problema de se provar que há vida fora da Terra é devido muito mais à falta de tecnologia para detectá-la do que pela dificuldade em se formar vida. Hoje são conhecidos mais de 1700 planetas fora de nosso sistema solar (exoplanetas) e são estimados que pelo menos 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia possuam planetas ao seu redor. Somente na estrela anã Kepler-32 já foram encontrados 5 planetas. No Universo revelado pelo telescópio orbital Hubble, constam o número de 125.000.000.000 (125 bilhões!) de galáxias, com cada uma contendo em torno de 300.000.000.000 (300 bilhões!) de estrelas. Há estrelas que não têm planetas em sua órbita, enquanto há outras que possuem dezenas de planetas. Em média estima-se que, na Via-Láctea, para cada estrela haja um planeta, ou seja, o número de planetas no Universo visível é aproximadamente igual ao número de estrelas. Este número exageradamente grande de planetas no Universo é maior do que o número de grãos de areia de todas as praias de nosso planeta. Então, a probabilidade de planetas com água líquida abundante em sua superfície é, desta forma, extremamente grande, sendo este o principal pré-requisito para a vida.

O fato de nosso sistema solar ter apenas um planeta com vida, não nos torna especiais. Planetas não compartilham órbitas, ou se chocam e se fundem formando um único planeta, ou se despedaçam formando algo semelhante ao Cinturão de Asteroides. Ou ainda, um dos planetas expulsa os demais que tentam compartilhar a mesma órbita. A consequência disso é que, via de regra, a órbita onde a água pode assumir o estado líquido é ocupada por somente 1 planeta em cada sistema planetário. Desta forma, civilizações isoladas crentes de que são únicas e especiais podem ser comuns no Universo.

Reflexão

Os experimentos realizados até o momento nos têm revelado que a teoria de Oparin-Haldane é plenamente viável. A partir da década de 1940, na área da informática, pesquisadores como Stanislaw Ulam, John von Neumann e Konrad Zuse provaram que interações simples entre células lógicas – os átomos são versões reais destas – podem se combinar naturalmente de forma dinâmica e, partindo de formações simples, se tornarem cada vez mais complexas até assumirem comportamento de seres vivos. No final das contas, assim como todo ser vivo, somos constituídos dos mesmos átomos que formam as substâncias não vivas, ou seja, não temos nenhum elemento que seja exclusivo dos seres vivos que possa sustentar qualquer origem não natural para a vida. O cérebro humano possui neurônios, organização pouco mais complexa a de outros animais e química suficientes para capacitar-nos a sentir, pensar e criar tudo o que fizemos até hoje sem necessidade de qualquer auxílio extrafísico. O problema é que herdamos, através da autoridade, uma cultura de nossos antepassados que tinham a vida como um mistério sobrenatural, o que é, de certa forma, compreensível, pois a vida é o bem mais precioso que temos, mas sua compreensão demanda um exercício mental que poucos estão dispostos a por em prática. A ideia de uma origem transcendental para a vida já não se sustenta na comunidade científica, pois os mecanismos que organizam certas substâncias em torno do carbono a ponto de torná-las entidades – o que chamamos de vida – estão sendo continuamente desvendados, nos trazendo grandes avanços principalmente no campo da medicina, além de satisfazer uma das maiores questões da humanidade: A origem da vida.

"A teoria da evolução por seleção natural cumulativa é a única teoria que conhecemos que é em princípio capaz de explicar a existência de complexidade organizada." Richard Dawkins, O Relojoeiro Cego, Pág. 317

Ver também Por que Ainda Existem Macacos? (Evidências que Apoiam a Teoria da Evolução) e Geração Espontânea: A Origem Mítico-religiosa da Abiogênese.

18 comments:

  1. Othon Senna6:28 PM

    Ótimo post, belíssimo! você tem a capacidade de exprimir com naturalidade e simplicidade um ateoria extremamente complexa. embora minha escola seja agnóstica tenho q elogiar seu belíssimo trabalho.
    felicidades no seu intento!

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  2. Orlando-BA10:44 PM

    Muito bom, excelente!

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  3. Orlando-BA2:32 PM

    Querida, se você não sabe, os islâmicos também dizem que tua religião é do diabo e cada religião acredita que a outra está errada. Aprenda um pouco mais antes de tecer qualquer comentário.

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  4. Anonymous8:10 PM

    Bem extremamente interessante, porém um comentarista acima falou "religiões do Diabo", pergunto se falar desta forma é por quê vc crê que ele exite, você já o viu? Se não como pode afirmar que as religiões são dele? Ah! sim é mais fácil acreditar que o diabo exista e Deus não, né?

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  5. Muito bom mesmo, ótima explicação!!

    Gostei de seu post.

    E mais uma coisa para esses crentelhos (cristãos), se vcs não gostam do post, não fiquem comentando merda de que acreditam mais na bíblia, pq a bíblia não passa de um livro de ficção, feito para manipular a vida das pessoas.

    Sou ateu e tenho orgulho disso, acredito na ciência e não em asneiras escritas em um livor de ficção(bíblia)!!!!!

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    1. Fábio,

      De fato, a Bíblia é um livro de ficção, escrito na Idade do Bronze em couro de carneiro. Escrito por homens e para os homens, um livro que traduz o pensamento e reflete a sociedade daquela época. Também vale dizer que ele não é de todo original, pois, muitos dos seus personagens e eventos narrados foram copiados de outros mitos pré-existentes. O Dilúvio, por exemplo, é sabidamente uma versão de um evento narrado na Epopeia de Gilgamesh, um épico sumério. O Dilúvio bíblico é contemporâneo das civilizações egípcias, e eles, os egípcios, estavam tranquilamente construindo as pirâmides enquanto Noé navegava em uma pequena arca, embarcada com todas as 10 milhões de espécies de animais do planeta, sem contar as plantas. E pelo visto os egípcios não morreram e ainda prosperaram o suficiente para escravizar o povo hebreu. Não é fantástico?

      Eu fui cristão e evangélico, conheço aquele livro muito bem. Infelizmente, nem todo ateu conhece a Bíblia e sendo assim eu recomento a sua leitura. Até mesmo pra você poder se certificar dos absurdos e contradições que lá estão escritos. Fatos que muitos apologistas se contorcem para explicar ou negar, sempre conforme lhes convém. Então, quando encontrar um apologista mais agressivo, saiba que não há porque se deter em exigir um pouco de respeito pela sua cosmovisão, uma vez que ele sim é quem acredita numa ilusão e considera verdade histórias inventadas por homens.

      Fanáticos são intolerantes e preferem negar os fatos e a ciência. Normalmente partem para agressão, a deslealdade, e a deselegância. Até porque não são capazes de sustentar sua argumentação. Outras vezes nem tentam, já começam logo coiceando. Então, esteja preparado para se deparar com um tipo destes volta e meia.

      Para concluir, digo que você tem toda razão, pois, as religiões invariavelmente tem como finalidade principal o controle da vida das pessoas e da sociedade.

      Continue firme garoto! Se eduque e jamais se deixe doutrinar por qualquer forma de ideologia. Duvide e busque o conhecimento sempre, pois o conhecimento é a verdadeira luz. Conforme disse Arthur Schopenhauer, as religiões são como vaga-lumes: para brilhar precisam das trevas.

      Abraço!

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    2. Francisco Silva8:22 AM

      Gostaria de aprofundar tua análise: poderias fazer comentários sobre as razões pelas quais um livro com essas características teria se tornado o de maior maior sucesso em toda a história da humanidade, mesmo entre ateus e mesmo milhares de anos depois?

      Seria correto pensar que, se não fosse esse livro, o blog de V. Sas. nem existiria?

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    3. Caro Francisco Silva,

      O fato de um bilhão de pessoas acreditar em uma mentira não a torna verdade. Veja bem! Temos cerca de sete bilhões de pessoas no planeta e baseando-se em sua lógica me responda o seguinte: porque mais de cinco bilhões e meio delas não seguem a sua religião?

      Se a Bíblia é popular (no ocidente) é graças aos romanos, que inventaram o cristianismo e a popularizam, goste você ou não. Recomendo a você procurar se informar melhor e sem reservas.

      Temo que seja um engano seu, pensar que o blogue exista em função da Bíblia - um livro de ficção, ou de Deus - um ser mítico. O blogue existe em função das pessoas e, penso eu, que o seu propósito seja convidá-las a refletir.

      Como a religião cristã e o deus abraâmico são predominantes em nosso pais, não vejo motivo para falarmos de Buda ou Krishina, não concorda? Mas se fosse o caso, certamente é o que estaríamos fazendo. Uma vez que o convite é para a reflexão, o racionalismo, livre de misticismos, sejam eles quais forem.

      As vezes, as pessoas pensam que a medicina ou a psiquiatria existam em função das patologias. De fato, não fossem as patologias elas não seriam necessárias - as profissões - e ninguém seria médico ou psiquiatra. Entretanto as pessoas precisam de atenção e elas são muito importantes. Assim, uma patologia não é importante por si mesma, ela ganha importância na medida em que ela afeta a vida das pessoas, na medida em que ela causa mal as pessoas.

      Infelizmente, algumas delas são até festejadas e protegidas por aqueles que elas acometem, como as dependências química ou psíquica por exemplo. Nestes casos a vítima defende sua condição, ao ponto de ofender aquele tentar alertá-la para ou trata-la do perigo que ela corre. O mesmo ocorre com as religiões.

      Para concluir, esclareço que existem outras motivações que são tão pertinentes e relevantes para que existam sites e pessoas que se preocupam em tratar destes temas. Mas procurei me concentrar no seu questionamento e tentar esclarecer este equívoco. Deste modo, espero ter ficado claro para você agora um dos motivos pelos quais existem blogues como este.

      Abraço!

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    4. Francisco4:52 PM

      Agradeço o interesse em responder.

      Gostaria de observar que minha pergunta levou junto a hipótese do seu comentário de que a Bíblia não é verdadeira. Esse aspecto é reforçador do meu questionamento. A pergunta tem mais força se criadores de cabra analfabetos escreveram inverdades. Aprecio que isso fique claro – o que não parece ter sido o caso, uma vez que sua resposta apresenta um argumento correto para o que pode ser verdade ou mentira. Quanto à comparação com drogas, observei que não faz sentido porque os problemas dos prejudicados por drogas são tratados pela medicina, ao passo que os religiosos são tratados por blogueiros ou similares sem especialização em qualquer tipo de doença.

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    5. Prezado,

      Percebo um estilo conhecido na sua resposta, assim como um agressividade maldisfarçada. Vejo também você não foi capaz de refutar o argumento no seu ponto central, como sempre, lhe restando apenas a costumeira ação de atacar o blogue ou tentar fazer alguma graça.

      Sem graça, infelizmente!

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    6. Francisco Silva9:47 AM

      Sinceramente, não acredito no que disseste. Não apresentei argumentos nem os vi de tua parte, pois sequer houve algum debate. Só me cabe pressupor que há algum motivo para que tuas mensagens encerrem sempre agressão (tipo tratar-me como um drogado que recusa ajuda...): tu me reconhecerias porque minhas perguntas são sempre terminais, no sentido de não admitirem refutações. Mais uma vez SINCERAMENTE: não vejo outro motivo. Alguém do blog vê?

      Quanto ao ponto central eu apresentei o contra-argumento: o fato de um bilhão de pessoas acreditarem em algo não torna o algo verdadeiro. Só complementei que não torna o algo falso. A consequência disso é: esse ‘argumento’ não é argumento (para mim ou para você) porque ele ‘serve’ aos dois lados, ou seja, não serve a nenhum lado.

      Também discordo de ti quando falas em agressividade oriunda mim. Fiquei pensando que quem discorda de ti é necessariamente agressivo na tua concepção.

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    7. O ponto central, que foi destacado ao final do comentário anterior é que, este blogue, assim como inúmeros outros, não existe em função deste ou daquele credo. E que a importância de credos está diretamente relacionada ao seu efeito e a sua presença na sociedade. Parece-me haver, propositalmente, uma série de confusões conceituais na sua percepção. Confusão esta que o permite ignorar os pontos mais relevantes de uma argumentação e se concentrar na articulação periférica, de modo a lhe possibilitar tecer observações medíocres em lugar de argumentar.

      Você toma como pessoal o que uso como analogia. E a lógica presente na analogia está correta e é pertinente, ainda que você não se considere alguém acometido por alguma enfermidade psiquiátrica (coisa que eu não disse sobre você ou qualquer outra pessoa). Então, o que você tenta fazer criar um antagonismo necessário e útil ao seu pensamento estreito e dicotômico.

      Voltando a analogia feita usando as dependências psíquicas e físicas, esclareço que não pretendi generalizar, pois, muitos dependentes percebem seu sofrimento e buscam ajuda. Quer seja da família, de pessoas amigas que estejam dispostas a colaborar ou de profissionais. Procuram também a literatura, o apoio e o aconselhamento de pessoas que já passaram por aquele sofrimento. Não há necessidade de que estas pessoas sejam doutores ou mestres (nada impede que sejam), mas apenas pessoas interessadas em ajudar. E me dei ao trabalho de explicar isto apenas para ilustrar a pequenez da sua afirmação. Como eu digo, a mentira toma menos tempo e palavras do que a verdade. Você me parece ser inteligente o suficiente para ter entendido o que eu disse antes. Inclusive, sabemos todos que pregadores, assim como traficantes, costumam entender apenas do produto que vendem e não são necessariamente doutores e mestres.

      Considero que usar o fato de um livro ser popular para atestar que sua mensagem seja verdadeira é um raciocínio sofrível. E apesar da sua aparente e alegada erudição, você, ao longo deste tempo não demostrou ter sido capaz de sustentar sua argumentação sem tentar ofender ou atacar os autores e ao blogue. Sendo assim, lhe digo que aceito o contraditório com satisfação, mas sei diferenciar muito bem quando alguém procura um debate franco e aberto, de quando alguém está apenas contrariado e tentando limitar o meu direito de falar ou o do blogue de existir. E esta tem sido a sua tentativa desde a primeira vez que comentou aqui. Você o faz às vezes de forma dissimulada e em outras vezes de forma descarada, nunca se identificando e nunca usando o mesmo nome.

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    8. Francisco Silva4:08 PM

      Ah, tá!

      Olha, eu costumo apenas questionar o que acho errado. Na maioria das vezes, em debates, estou de acordo com o que não questiono, embora, em geral, não manifeste essa concordância (repito: por ser um questionador nato).

      Por exemplo, nesse novo comentário, tu destacaste em negrito que “usar o fato de um livro ser popular para atestar que sua mensagem é verdadeira é um raciocínio sofrível’. Eu concordo tanto com isso que até sou mais radical: eu acho que nem raciocínio é...

      Mais uma vez informo com outras palavras: ADMITI QUE O LIVRO É FALSO PARA FORMULAR A PERGUNTA.

      Agi de acordo com a seguinte equação da lógica, que tu deves conhecer:

      ~[A=>B]  [A => ~B] or [A e ~B].

      Através dela fica claro que se eu quero negar uma implicação que alguém me apresenta, tenho que começar por admitir como verdadeira a hipótese apresentada para disso demonstrar a conclusão de valor diferente (ou até inverso).

      Quanto ao que é central nos teus comments, é questão subjetiva e eu devo respeitar a classificação do autor (tu) mais do que a minha (que sou apenas leitor). Cabe-me, entretanto, esperar que o que não é central seja também autêntico e verdadeiro sob pena de autodesvalorização da crítica.

      Invoco esse privilégio padrão do autor para TODOS os que escrevem e não apenas para ti. Assim sendo, no meu caso, a pergunta sobre a existência do blog – nas bases em que existe – não é para mim o tema central. E não serve para discussão, pois só pode ser pensada em termos condicionais.

      Gosto dos posicionamentos de muitos descrentes amigos meus que jamais vinculam seu ceticismo em relação à existência de um criador do universo a coisas como religião, bíblia e Jesus: tentam tratar a questão apenas cientificamente. É com eles que aprecio conversar.

      Sei que muitas pessoas gostam deste site; creio que pelos mesmos motivos que os religiosos apreciam os blogs de correligionários.

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    9. Prezado,

      Quando você manifesta sua preferência em debater com os seus amigos que tratam que questão da existência sob uma ótica estritamente científica, você, a meu ver, demostra o seu desagrado quanto à crítica ou ao questionamento cético não cientificamente embasado. O que, concordemos ou não, é um direito seu.

      Na verdade você revela um desconforto relacionado à crítica ao seu credo em particular, o que tem sido no meu entendimento o fator motivador da sua conduta desde que você se apresentou como Carlos, comentando de forma agressiva e presunçosa. Naquela ocasião me lembro de tê-lo convidado a discutir religião sob um viés científico, de preferência após uma boa refeição. Mas você se fez de ofendido, desqualificou o blogue e os autores e, por fim, recusou o convite.

      Foi uma pena, pois eu gostaria muito de conhecer seus argumentos probatórios e as respectivas evidências. E ansiei por testemunhar finalmente alguém, sem lançar mão de proposições non sequitur ou lógicas circulares, ser capaz de esclarecer ou dirimir as dúvidas de muitos sobre coisas que não se manifestam, que não podem ser verificadas, cujos registros de fatos extraordinários se encontram convenientemente e exclusivamente em livros antigos e ou testemunhos neles registrados. E tudo explicado cientificamente é claro!

      Bem! Para concluir, gostaria de deixar claro que eu também me considero um questionador nato, e que, em consequência deste fato, percebi muito cedo que não existem elementos objetivos para justificar a crença em um deus ou um criador. Evidências não existem, e todos os argumentos que conheço são meras conjecturas. Podemos aplicar proposições lógicas na vida real ou usá-las para representar a vida real. Podemos tratar de fatos, de elementos tangíveis ou apenas filosofar. Questão de escolha. Quando lá no início, ainda falando ao leitor que se identifica como Fábio, eu comentei sobre a história da Bíblia, falei daquilo que a História nos informa sobre o surgimento daquele livro. Não considero, portanto, uma opinião subjetiva, ou endereçada necessariamente aos credos que naquele livro se baseiam. E se evidências tivessem mostrado o contrário minha postura seria a mesma, ou seja, eu as aceitaria do mesmo modo.

      A propósito, gostaria muito de conhecer um dia suas opiniões cordatas.

      Um abraço!

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  6. Caçador de asnos11:59 PM

    Qualquer um entende esta merda de bíblia, contos da carochinha, primitiva, só burros acreditam nela e são manipulados por espertalhoes que só querem o dinheiro dos otarios, falas mal da ciencia porque nao entendes como entendes a merdinha da tua bíblia infantil e mediocre feita pra quem tem meio cérebro e toneladas de ignorancia como vocês crentes...

    Alexandre teu site é 10!!!

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  7. Há evangélicos que dizem que continuamos conscientes após a morte, outros que aguardaremos o juízo "dormindo". Da mesma forma, uns defendem que as almas dos não salvos serão destruídas, a segunda morte, e outros que elas sofrerão eternamente em lago de fogo. Todos baseados nas mesmas escrituras.

    Com relação à última hipótese, o sofrimento eterno, digo que para a maioria das pessoas melhor seria se Deus não existisse, pois esse é o destino que se prevê para elas, muito pior do que morrer e voltar para o Nada.

    Outra: se considerarmos a hipótese de que os arrebatados não conhecerão a MORTE, conforme sustentam alguns, então a maior das certezas deixa de ser absoluta.

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  8. This comment has been removed by the author.

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