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3 Motivos para Crer em Deus

  
A existência de Deus é um assunto controverso que se arrasta por milhares de anos no seio da humanidade. Uma prática comum dos religiosos é solicitar provas dos que negam sua existência. Em contrapartida os céticos afirmam que o ônus da questão é dos religiosos, os quais trouxeram ao mundo um ser fora do comum. Seria mais ou menos assim: Se um pescador diz ter visto um peixe de três cabeças e insiste que as pessoas precisam acreditar nele, então deve apresentar provas, e os descrentes, é logico, estão isentos da obrigação de provar sua descrença, pois não suscitaram a questão. Este ponto de vista ateu é razoável, o problema é que os religiosos têm a seu favor a complexidade do mundo onde fatos de difícil entendimento, quando bem manipulados, são aceitos como prova da existência de entidades divinas pela maioria das pessoas que acaba hostilizando os descrentes e impondo padrões de comportamento social com base em suas crenças religiosas. Resta então aos ateus, em defesa da liberdade de descrença, a demonstração da inconsistência dessas provas, o que não é uma tarefa fácil devido a três importantes motivos:

I – Seres Imaginários Não Produzem Provas

Estátua de Shiva - objeto de
fé de 750 milhões de hindus,
assim como todos os outros
deuses, nunca foi provada
sua existência.
Uma característica inerente a qualquer ser imaginário é a sua incapacidade de produção de provas contra ou a seu favor. Seres reais deixam marcas, registros, impressões, rastros, vestígios. Deus, por mais real e poderoso que pareça, tem as mesmas características dos seres imaginários, tornando impossível tanto para crentes quanto para descrentes o levantamento de provas acerca dele. Por isso os religiosos precisam de templos, estátuas, escrituras em pergaminhos, tábuas e papiros com histórias de um passado distante de difícil refutação ou com previsões sobre um futuro que ninguém estará lá para comprovar, que lhes compensem a ausência de Deus e de evidências sobre ele. Necessitam acreditar que fortes sentimentos são provas da ação divina, sem levar em consideração que hoje são conhecidas pelo menos 50 substâncias químicas, como a adrenalina e a serotonina, que atuam no cérebro e em todo o corpo, provocando fortes emoções exploradas, muitas vezes inconscientemente, pelas muitas facções religiosas. Mesmo o potente empirismo científico encontra-se impossibilitado para provar de forma direta a inexistência de Deus por estar alicerçado nas premissas "experimentação, observação e conclusão", as quais só podem ser aplicadas a entidades reais. O deus Shiva, por exemplo, assim como Jeová e todos os outros deuses, nunca teve sua existência comprovada, no entanto é objeto de fé de 750 milhões de hindus. Já os deuses Zeus e Afrodite, apesar de nunca terem sua inexistência provada, caíram no esquecimento das petições humanas. De fato uma crença morre quando outra a substitui.

Alguns parecem querer que os ateus depositem aos seus pés o corpo morto de Deus para compreenderem sua inexistência. Provar a inexistência ou existência do que não existe de forma direta é uma tarefa impossível, mas há inúmeras provas indiretas, muitas evidências materiais e factuais que descartam a existência de Deus. Um, entre muitos exemplos, está na alegação dos autores bíblicos, quando interpretados literalmente, de que Deus criou o Universo e a vida intervindo na Natureza em várias etapas e em 6 dias, uma aposta na incapacidade humana da época de chegar à verdade. Mas hoje, com o avanço científico, não poucas descobertas demonstram que tanto a formação do Universo quanto a da Terra e o surgimento da vida tiveram origem natural em períodos de milhões de anos, ou seja, se existe um deus, criou tudo o que há de forma natural sem infringir as leis que regem a física. Desta forma pode-se descartar seguramente, por provas indiretas, a existência do deus bíblico.

II – Ignorância

A princípio é importante frisar que aqui ignorância não é sinônimo de burrice, mas da falta de domínio de algumas áreas do conhecimento científico, o que é comum a todo ser humano.

Escola precária no Nordeste
brasileiro - descaso com a educação
coincide com maior religiosidade
Embora muitos cientistas e uma significativa quantidade de pessoas com bom nível de conhecimentos gerais sejam religiosos fervorosos, um dos principais motivos que dificulta a compreensão da inexistência de Deus e ajuda na aceitação de provas inconsistentes é a ignorância que a maioria das pessoas tem sobre si e a Natureza. Pesquisas realizadas entre cientistas e populações de diversos países revelam que pessoas com níveis elevados de conhecimento acadêmico e acesso a educação de qualidade são propensas ao agnosticismo e ateísmo, enquanto pessoas com pouca instrução são propensas à religiosidade. Menos de 10% dos membros das academias americana e britânica de ciências acreditam na existência de um deus pessoal. Entre os cientistas de segundo escalão a crença em Deus está em torno de 40%. A mesma tendência se reflete nas populações de diversos países. Na França apenas 46% da população crê em divindades; no Japão 35%; e na Suécia, com analfabetismo zero, somente 15% das pessoas acreditam em algum tipo de deus. Porém o Brasil, com cerca de 38,9 milhões de analfabetos funcionais (mais de 20% da população), apresenta 93% de religiosos, índices parecidos são encontrados em praticamente todos os países subdesenvolvidos onde a educação não é prioridade.

Por que o conhecimento torna muitas pessoas ateias e, por outro lado, a ignorância as torna crentes? A resposta é simples, mas requer atenção: Os religiosos alegam que Deus intervém no mundo material e estas intervenções são provas de sua existência, porém, quando comprovado cientificamente que as intervenções são eventos puramente naturais, as provas se viram contra a divindade. As pessoas que têm conhecimento suficiente para entender as explicações científicas deixam de acreditar nas provas e, consequentemente, em Deus.

Nos tempos antigos a humanidade acreditava que praticamente todo evento natural – raios, chuvas, ventos, seca, etc. – era diretamente influenciado por seres espirituais. Mas por incrível que pareça ainda hoje a ignorância faz muita gente acreditar em intervenções divinas nestas áreas. Há alguns anos houve dois acidentes aéreos sobre o mar com vôos da Air France, no primeiro não houve sobreviventes, no segundo uma adolescente de 14 anos sobreviveu com hematomas e uma clavícula quebrada. Logo a notícia de milagre se espalhou pelo mundo. As pessoas que ignoram os múltiplos sentidos da palavra milagre creditaram-no a Deus. Mas uma análise relativamente simples revela por que a garota sobreviveu. O avião estava a uma velocidade em torno de 400 km/h e partiu-se somente após o pouso sobre as águas, possibilitando aos cintos e poltronas projetados para impacto preservar a vida de algumas pessoas, porém só a jovem se salvou por ter se agarrado aos destroços e suportado tempo suficiente até o resgate. No primeiro acidente o avião estava à velocidade aproximada de 900 km/h e se desintegrou a mais de 3000 metros de altura. Se alguém sobreviveu à desintegração, morreu de asfixia, se sobrevivesse à asfixia, morreria no impacto com o mar. Sob condições muito mais severas, nem as crenças dos passageiros nem a tecnologia pôde salvar sequer uma entre mais de 150 pessoas. Este é apenas um exemplo de que todo milagre é ocorrência natural mal avaliada ou história adulterada, quando não, fictícia.

Mas por que há cientistas e pessoas cultas crentes na existência de Deus? Porque a crença no sobrenatural não se fundamenta somente na falta de provas e na ignorância.

III – Compromisso Emocional

Jesus consolando um fiel hodierno -
o apelo emocional é inerente à crença
religiosa.
O terceiro e talvez mais importante motivo que impede as pessoas de reconhecerem que não há Deus é o compromisso emocional. Em geral os fundadores das religiões e seus atuais multiplicadores pregam um Deus que provoca fortes emoções e incentivam uma relação familiar de respeito (medo), esperança, confiança e amor, onde Deus é comparável a um pai e os fiéis a filhos. Desta forma, mesmo pessoas com bom nível intelectual, depois de terem percebido que fatos naturais demonstram a inexistência de Deus, se recusam a aceitar as evidências porque são incapazes de se desvincular dos fortes sentimentos aos quais foram submetidos no decorrer da vida.

A origem dos deuses é biológica antes mesmo de cultural, está nos mecanismos cognitivos e emocionais de sobrevivência. O medo provocado pelos seres imaginários foi e ainda é um pesadelo para o Homem, levando-o a criar diversas religiões com o fim de apaziguá-los já que destruí-los é tarefa praticamente impossível, tanto por causa de seus supostos poderes infinitos quanto pelo desejo de obter auxílio deles. “Foi o medo que trouxe primeiro os deuses para o mundo” (Gallus Petronius, cortesão romano do século I d.C.). Os mecanismos de sobrevivência não se baseiam necessariamente na realidade, mas na praticidade. Por isso a religião parece tão real, por manipular os instintos de sobrevivência.

Linhas de estudo da psicologia moderna, como as teorias da Inteligência Emocional e das Inteligências Múltiplas, revelam que muitas pessoas com QI elevado podem ter déficits de inteligência emocional, podendo ser facilmente influenciadas por histórias com apelo emocional e por pessoas com baixo QI, mas dotadas de alto QE.

Reflexão

Estes três motivos levam multidões à crença nas divindades e são verdadeiras muralhas contra o entendimento da inexistência de Deus. Para muitas pessoas, se converter a uma religião é bom, principalmente se isso lhes fizer melhorar para o bem seu e da sociedade. Mas para outras, com conhecimento e ética elevados, a crença no sobrenatural e em princípios primitivos – como a ginofobia, a xenofobia e a tolerância ao escravismo encontradas no judaísmo, cristianismo e islamismo – é angustiante e destrutiva. O problema surge quando se tenta adaptar a uma realidade que não é a sua por motivos como pressão social e desespero por problemas de difícil resolução.

Observar a relatividade das exóticas, irracionais e mirabolantes religiões de outros povos e perceber que os membros destas são tão fervorosos e convictos quanto os da religião local, pode suscitar importantes questões ao crente: Do ponto de vista das outras religiões, minha crença não seria também absurda? Estaria eu enganado como os bilhões de membros das outras religiões? Se Deus não protegeu bilhões de pessoas de criarem e seguirem religiões erradas, o que garantiria que fui protegido para acreditar na correta? Dizer que Deus castiga quem duvida não seria um mecanismo natural das religiões que mantém seus adeptos, inclusive eu, sob seu domínio? Se estas e outras questões podem ser sinceramente formuladas por um religioso, então há possibilidade de que este mude seu ponto de vista.

De certo, ao surgirem dúvidas, não é avanço procurar respostas na religião que se professa, pois certas ou erradas todas as religiões são convincentes senão não teriam milhões de adeptos. Então como chegar a uma verdade mais próxima possível da realidade? Um bom início seria pesquisar e avaliar o máximo de informações de outras fontes de conhecimento como a Filosofia e, preferencialmente, a Ciência, a qual baseia suas conclusões em investigações de fatos e evidências materiais, eficazes na demonstração da realidade e da inexistência de Deus.

"Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos." Albert Einstein

Ver também Por Que a Crença em Deus é Irracional e Infantil

41 comments:

  1. Alexandre,

    Conforme você bem definiu, 3 motivos podem ser seguramente considerados como motivadores para se sustentar a crença em Deus:

    1 - A dificuldade em refutar alegações. De fato, não temos como provar, por exemplo, que fadas não existam. O que também é conhecido como o argumento da ignorância, o qual preconiza que se não se puder provar que A seja falso; então A é verdadeiro. Este tipo de alegação, por sua vez, gera proposições non sequitur que sustentam a construção do mito. O mesmo mito que se fundamenta na falsa premissa original, fechando-se o círculo;

    2 - A ignorância propriamente dita. O que fica evidente, na grande maioria dos casos, ao observarmos o baixo índice de educação ou da qualidade do ensino nos países mais afetados pelo misticismo;

    3 - Por fim, o comprometimento emocional. O qual, coletivamente, não parece permitir qualquer tipo de avaliação objetiva ou mensurável.

    Se me permite destacar um deles como preponderante, eu arriscaria a dizer que seja o comprometimento emocional. Muito embora seja esperado que um bom nível de desenvolvimento humano, conforme você ilustra no seu artigo, contribua no geral para um senso crítico mais apurado. O que, de algum modo, romperia os grilhões, mantidos, em muitos casos, pela carência de conhecimento.

    Oxalá nossa sociedade um dia se desenvolva ao ponto de entender que buscar alcançar níveis de IDH compatíveis com a geração de conhecimento para o real progresso humano e a redução do misticismo, seja a forma mais eficaz de se fazer justiça social e prover uma vida virtuosa e plena os seus cidadãos.

    A propósito, hoje eu li uma notícia curiosa: a polícia islandesa pediu formalmente desculpas aos familiares de um cidadão que lamentavelmente fora morto ao confrontá-la. Foi o primeiro episódio deste tipo na história daquele país e eles ficaram profundamente consternados com este acontecimento. Detalhe, a Islândia, assim como todos os outros países nórdicos, tem um altíssimo IDH e um elevado quociente de pessoas que não acreditam em seres míticos.

    "A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo." (Nelson Mandela)

    Abraço e parabéns pelo excelente artigo!

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  2. Alexandre, um pequeno problema que seu estudo apresenta é a aceitação de que a Bíblia afirma que o mundo foi criado em sete dias, quando o relato do Genesis, mostra a organização do material preexistente em sete dias, para não falar da linguagem poética empregada pelo autor.

    Um segundo problema é que mesmo de posse de uma metodologia, e com o domínio da linguagem cientifica, a questão dos limites da razão humana não é resolvida. O cientista de fato (não falo do leitor mediano, mas de quem faz ciência de fato), TEM PLENA CIÊNCIA DE SUA IGNORÂNCIA, e a julgar pela linguagem empregada por eles, para estabelecer suas hipóteses, percebe-se que eles na verdade fazem uma aposta.

    De igual modo, cientistas não são pessoas com neutralidade sentimental, politica e filosófica. De alguma forma suas conclusões são sim colocadas a serviço de suas cosmovisão, e se amalgama com sua subjetividade. Daí que Pascal tenha dito que o coração tem suas razoes que a própria razão desconhece.

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    1. Caro Medeiros.

      Quanto à semana da criação, creio que fui bastante objetivo ao afirmar que minha interpretação é literal, pois interpretações não literais permitem inúmeras deduções. Tenho ciência de que muito na Bíblia é linguagem poética como Cantares de Salomão, mas depois que a Ciência começou a revelar, por exemplo, que a Terra tem bilhões de anos, agora quase tudo na Bíblia é simbólico e poético para os cristãos. De qualquer forma devo respeitar a sua interpretação.

      Acerca do problema da ignorância dos cientistas, de fato 2 de meus familiares que o são demonstram bastante humildade quanto aos seus conhecimentos gerais e específicos, e creio que não poucos são assim. Já dizia, em outras palavras, nosso renomado filósofo e físico Marcelo Gleiser: "Uma pessoa pode ser feliz sem ter certeza de tudo. Prefiro a dúvida à certeza de uma ilusão".

      Grato por sua opinião sincera.

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    2. Alexandre, sua reposta está absolutamente dentro da lógica.Adorei.
      Obrigada por mais este esclarecimento.

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  3. Excelente texto, pena que o título do artigo, não caiu muito bem.
    Penso, que seria mais correto assim "3 motivos para NÃO crer em Deus".
    Ciência e Religião, nunca deu certo, principalmente quando ateus querem identificar Deus, embasado no deus antropomórfico dos judeus, cristãos e muçulmanos.
    Deus não tem nada de pessoal "deus pessoal" não existe, nem precisamos de evidência alguma, é uma questão de lógica.
    Ateus acreditarem nesse "deus pessoal" é ignorância? NÃO....é burrice mesmo, esse argumento do tal do deus bíblico é muito fraco.
    Nunca vi ateu, combater Deus, sem usar a bíblia, assim como tem ateu inteligente, a regra também vale para teístas.

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    1. Prezado,

      Temo que talvez você não tenha entendido o propósito do site e dos artigos. Se fala no deus abraâmico por um motivo muito evidente e, ao se abordar um deus específico, levando-se em conta a proposição do blogue, me parece muito óbvio que seja uma referência ao mito, simples assim! A minha opinião diverge da sua quando você evoca a lógica para dizer que um ser transcendente exista, sem evidência alguma. O argumento da ignorância, com sua lógica recursiva, é um falso dilema que permite afirmar ou negar sem evidência. Considero mais lógico, inteligente e realmente racional me basear nas evidências. Assim, as evidências que temos não corroboram sua tese "racional".

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    2. Prezado,

      Temo que você não tenha entendido a minha postagem, vou repetir, usando a sua postagem, vai ficar mais claro para você, ou seja, a resposta está em você mesmo.

      “Temo que talvez você não tenha entendido o propósito do site e dos artigos”.
      Entendi sim, você pode até não concordar, é um direito seu. Aqui só haverá debate, se usarmos a bíblia, mas, como eu não acredito na bíblia, não haverá debate.

      “Se fala no deus abraâmico por um motivo muito evidente...”.
      Um deus criado a imagem do homem, até uma criança de 7 anos refuta.

      “Considero mais lógico, inteligente e realmente racional me basear nas evidências”.
      Você tem alguma evidência que Deus não existe? Se tem? Me mostre, estou curioso.
      Lembrando que o ônus da prova, está com você.
      Eu não quero te convencer de nada, é você que está preocupado em me convencer.

      Querido amigo, nós não temos nem certeza, se este modelo atômico vai durar até a metade deste século.

      Não desvendamos quase nada deste universo (4%), e já estamos falando em trilhões ou infinitos universos.....

      Quem disse que Deus criou a Terra ou o Universo....????
      Sua obra é infinita, a criação de universos é infinita.....
      Ele não só criou, como cria incessantemente....simples.

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    3. Querido amigo,

      Eu sou evolucionista.
      Gosto muito de ciência, sei da grande importância que ela tem para humanidade.
      Sei também do estrago que a religião fez e faz com a humanidade.
      Mas, existe uma pequena diferença notável, entre a minha crença e a sua crença.
      Você acredita que o Universo começou do nada e por acaso.

      Eu acredito que tamanha complexidade (nem vou entrar em detalhes), teve um arquiteto.

      Eu acredito em Darwin, e que aquela “ameba original” foi criada, o resto todos nós já sabemos.

      Viu, como é simples, .... nós pensamos praticamente igual.

      Infelizmente, Darwin morreu há 132 anos, e até agora nenhum outro cientista com tal brilhantismo apareceu, para provar de onde apareceu a tal da “ameba original”.

      Enquanto isso não acontece, eu fico com a minha Teoria, de que um “Poder Inteligente” criou tudo.

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  4. Prezado Bob,

    Vejo que sobre Darwin concordamos e isso é bom! Mas temo que você talvez não tenha se perdido em um ponto básico da minha ponderação. Segue em destaque: A minha opinião diverge da sua quando você evoca a lógica para dizer que um ser transcendente exista, sem evidência alguma. O argumento da ignorância, com sua lógica recursiva, é um falso dilema que permite afirmar ou negar sem evidência. Considero mais lógico, inteligente e realmente racional me basear nas evidências. Assim, as evidências que temos não corroboram sua tese "racional".

    Uma falha comum aos que pinçam trechos para para contra-argumentar, é ignorar outros pontos importantes da alegação. Assim, você, mesmo sendo um deísta não cristão, incorre no mesmo erro dos apologistas cristãos: a tentativa de inverter o ônus da prova, recorrendo ao argumento da ignorância, o mesmo tive o cuidado de citar para nos poupar desta lógica recursiva.

    O fato é simples! A inclusão de um criador no início daquilo que por hora compreendemos como início, é um elemento desnecessário segundo a Navalha de Occam. Note que eu evoco as evidências e não discuto suposições subjetivas. Evidências.

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    1. Raimundo Nonato2:25 PM

      Companheiro me permita fazer a observação de que a Navalha de Occam não trata de casos desnecessários assim julgados por ela.

      Ela não classifica casos como desnecessários nem resolve problemas: apenas indica o caminho mais fácil, sem garantir que os caminhos mais difíceis conduziriam a soluções erradas.

      Além disso, tenho observado que alguns ateístas gostam de se referir à navalha de Occam como se ela fosse um teorema pelo qual se chega a um resultado conclusivo. Mas isso é produto apenas da ignorância.

      Talvez o Guilherme não fosse ignorante, pois era crente antes da navalha e continuou crente depois dela. Cds Sds

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    2. Raimundo Nonato10:00 PM

      Pelo que você falou, a Navalha de Occam exclui o criador. Foi isso mesmo que disse? Isso está mesmo de acordo com o que, segundo o senhor preconiza o citado crivo?


      Se foi, por que foi um crente que ‘inventou’ a Navalha e por que ele continuou crente? Se ele tinha medo, por que a Navalha que ele próprio inventou excluiria Deus? Não seria o caso de ele desprezar a descoberta?

      Toda vez que alguém cita as confissões de credos de grandes cientistas, principalmente os que estão mortos, a resposta padrão ateísta é entrar na mente deles para insinuar que não eram crentes.

      Esse tipo de ateísta seria algum detentor dos segredos das mentes de cientistas mortos?

      Seu trecho: “E suspeito que muitos cientistas do passado se portaram assim, e assim sobreviveram. Mas hoje em dia, felizmente, não precisamos mais temer pela vida ao nos declararmos céticos”.

      Estaria o gajo a incluir Guilherme nessa onda? Eu também pus em ‘suspeição’ (usei o ‘talvez’). Mas minha suspeição tinha o aval das confissões dele, as quais não tenho como negar ou examinar.

      Se elas não valem, posso usar isso para dizer que não existem ateus, pois tudo o que temos deles são também confissões. Ou o colega tem a ferramenta que penetra na mente deles?

      O prezado filósofo se sentiria no direito de definir quem foi e quem não foi ateu, entre os mortos?

      Espero que deixe de se preocupar com pseudônimos. Isso pode ser denotativo de impotência para enfrentar o que realmente importa na cadeia dos argumentos que se apresentam.

      Sei que estou a escrever a esmo, pois a covardia perpetrada pelo sistema de blogs permite aos administradores – SEMPRE PERMITEM – que se excluam as opiniões alheias, principalmente as que deixam o criticado com vontade de excluir comentários já postos.

      Aliás, uma olhadela no blog deixa o prezado filósofo em má posição em relação aos outros dois autores, na questão ‘exclusão de comentários’. Não, sei... Tive a impressão que o Sr. Warlei é um campeão nessa matéria...

      Quanto ao aspecto da inteligência, eu concordo com o senhor. E isso reforça que o que eu especulei não era uma afirmação que o contradiz.

      Permaneço dizendo que ‘não penso ser atitude inteligente achar que a navalha exclui o criador’. E, desse tipo de atitude o Guilherme ficou livre – logo ele o criador da ferramenta.

      Aqui vai o meu boa-noite a todos!

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    3. This comment has been removed by the author.

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    4. R Nonato11:59 PM

      “Interessante! Um adivinho que até há pouco tempo atrás sabia o que se passava na cabeça de Hitler, agora me acusa que fazer o mesmo por usar prudentemente a suspeição. No seu trecho sobre Hitler você afirmava categoricamente, como se fosse o próprio”.

      Seria honesto que o senhor transcrevesse o que eu disse. Afinal requereu isso de mim: datas, artigos... Dependendo do que o senhor me mandar, eu posso corrigir: a verdade é que eu não sei o que se passa na cabeça de ninguém, vivo ou morto.

      Por medida de precaução lógica, admito que um morto é ateu, quando um ateu vivo diz que ele era – afinal não há manual. Não preciso dessa forma de apelo à autoridade morta para derrubar alegações anticristãs.

      Mas posso questionar quando algum vivo diz que certo morto era cristão: é que existe o manual para conferir.

      Quanto à retirada de comentários, referi-me àquelas que geram a seguinte resposta automática: “este comentário foi removido pelo autor”.

      Nunca retirou, meu caro? Prefiro mesmo enviar provas?

      Mas, voltando ao tema da navalha, alguém gostaria de responder o meu post anterior? Ficaria grato...

      Nota: escaparam algumas vírgulas no texto anterior. Desculpas.

      Mais um boa-noite

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    5. Bom dia Srs. Raimundo e Warlei!
      Gostaria de aproveitar o ensejo para sanar alguma dúvida sobre o responsável pela mensagem "This comment has been removed by the author" ou "Este comentário foi removido pelo autor" (pt), refere-se ao autor do comentário e não ao autor do blog, ou seja, no exemplo acima foi o próprio Warlei quem excluiu seu comentário. Infelizmente o texto permite dupla interpretação. Eu sugeriria a equipe do Blogger a frase "Este comentário foi excluído pelo seu próprio autor". Suponho que "eles" tenham preferido a frase "Este comentário foi excluído pelo autor" à frase "Este comentário foi excluído" com o intuito de não deixar dúvidas. Mas devo considerar, com todo respeito aos sres., que é difícil prever que duas pessoas com tão alto nível intelectual se preocupem em trocar farpas por motivo tão banal.

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    6. R Nonato9:55 AM

      Meu bom-dia, Alexandre

      Vejo que é bom esclarecer.

      A frase automática ‘este comentário foi removido pelo autor’ não me deixa nenhuma dúvida. O qualificativo ‘próprio’ me soa completamente supérfluo.

      O fato de Warlei explicar me pareceu estranho exatamente por causa dessa clareza. NUNCA DUVIDEI que ele era removido pelo (próprio) autor.

      Também discordo tratar-se ‘farpa banal’. Para emitir parecer sobre a importância da querela, o ilustre blogueiro deveria ter entendido (ou acompanhado, quem sabe) o motivo que me levou a tachar o Warlei como um campeão de exclusão de comentários de sua (própria) autoria.

      Essa análise permitiria associar essa condição com os textos trocados e ainda especular sobre por que certos comentários são excluídos (não pelo autor) sem que fiquem claros os motivos da pretensa violação das regras. Este é outro ponto. Fiz DUAS CRÍTICAS: uma aos comentários de terceiros removidos pelos blogueiros; outra aos comentários removidos pelo (próprio) autor.

      Este último caracteriza instabilidade, insegurança e falta de honestidade e de humildade em alguns casos. Já o primeiro caracteriza apenas a desonestidade. (Claro! Quando a remoção não teve fundamento nas regras).

      Outro ponto: considerei parcialismo o amigo prender-se ao aspecto do sistema de comentários, quando toda a minha participação que originou a conversa se deu por conta de um erro na aplicação de um crivo de cunho científico – a Navalha de Occam. Portanto, não farpa, não banal.

      Essa omissão ocorreu porque o amigo concorda com o que escrevi a respeito ou teria sido por outro motivo? O próprio Warlei não discordou do que eu disse sobre o papel da Navalha...

      Se o amigo entrasse no mérito desse enfoque científico, seja para concordar comigo ou com a aplicação que o Warlei fez para excluir o Criador, então um de nós teria absorvido um aprimoramento da questão do uso do crivo. E não seria esse um dos interesses do blog? Ou os senhores estariam aqui apenas para balançar a cabeça afirmativamente para todos os que garantem que Deus não existe?

      Devido à minha costumeira presunção de honestidade do semelhante, o amigo tem a prerrogativa de rever a minha primeira mensagem, para concluir que ela previa a opção da desinformação e não da desonestidade, embora eu tenha me referido ao comportamento de militantes anticristãos ao longo de meus inúmeros contatos com eles

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    7. R Nonato10:14 AM

      Em tempo: sobre contraste em intelectualidade dos debatedores com o tema, não seria menor hipocrisia se o crítico defensor da ideia da banalidade se concentrasse na parte científica da questão, pronunciando-se contra os dois, contra um ou contra o outro e justificando sua posição?

      Seria melhor, sem dúvida, pois a sua entrada - se olharmos para os dois lados da questão – foi para falar da parte podre do debate... Aumentou o número dos ‘farpistas’... Um quarto poderia surgir e dizer: Alexandre, por que entras nessa troca banal de farpas...?

      Abraço

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    8. Bem lembrado: Se é banal, então vamos ao que interessa. Não acredito que o monge Mendel tenha concebido a genética e perdido sua fé para que esta, perfeitamente casada com a TE, viesse a descartar a Criação como opção segundo a comunidade científica, assim como o Big Bang do padre Lemaitre o tenha tornado ateu para inspirar a maioria dos cosmólogos ao ceticismo religioso. Penso que a Ciência, em busca da verdade, acaba discordando, munida de fatos, dos potentes mitos que operam em nossa sociedade, não deliberadamente, mas por necessidade de solucionar problemas com eficácia, a navalha de Occam não é exceção.

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    9. R Nonato8:20 AM

      Sem reparações a seu pensamento.

      De minha parte, não engulo, como também Planck não engolia, a confrontação ciência x religião, porque sou considerado cientista e sou cristão.

      Na condição de treinador de muitos alunos das ciências exatas, nunca usei de ferramentas ditas religiosas nos laboratórios, nem levei livros de física para a escola dominical.

      Militantes religiosos e também os antirreligiosos figurativamente costumam fazer isso. Alguns deles até usam blogs para essa tarefa.

      Abraço

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    10. ...E mesmo no caso mais extremo, como o do geólogo Kurt Wise. O qual é PHD em geologia por Harvard. Que disse: "Se todas as evidências no Universo apontassem na direção de uma Terra antiga, eu seria o primeiro a admitir, mas eu continuaria sendo um criacionista de uma terra jovem. Porque é isto que as escritura sagrada me ensina."

      Você não pode argumentar com uma mente como esta. Uma mente como esta parece a mim.. Bem... É uma desgraça para espécie humana.

      (Clinton Richard Dawkins)

      Assino aqui.

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  5. Prezado amigo, Alexandre Alex

    Recebi a notificação por e-mail, mas, infelizmente não consegui achar a postagem no blog, talvez por algum “bug” do sistema.

    Passo então, a responder aqui.

    “Penso que se não tenho provas sobre a existência ou não de algo, uma opção mais apropriada seria a descrença. E você?”

    Querido amigo, sua opção é sábia e racional, porém, eu penso diferente.

    Nunca gostei de religião, meu pai era ateu, minha mãe religiosa.

    Interessante que: Meu pai, sempre teve um comportamento bem melhor que o da minha mãe. Minha religiosa mãe, nos abandonou (eu, meu pai, dois irmãos e uma irmã de 6 anos) quando eu tinha apenas 14 anos (sou o mais velho dos irmãos)

    Fomos criados com um pai ateu...(rsrsss) graças a Deus, não tivemos muita influencia religiosa.

    Eu sou crente, acredito em Charles Darwin, Einstein, Marcelo Gleiser e muitos outros, tenho certeza que muito (não tudo) do que eles falam é verdade, a ciência é o caminho.

    Quanto a Deus, não se trata apenas de uma crença, é muito mais que isto, é um sentimento muito forte, como eu poderia explicar?

    É muito cedo ainda, daqui algumas décadas, vamos rir muito de muitas tolices tida hoje como verdades.

    Abraços fraterno.

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    1. Caro Bob,
      realmente tenho enfrentado alguns problemas com o Blogger como gadgets que param de funcionar, postagens perdidas ou não atualizadas e agora este desaparecimento do comentário que lhe fiz. Bugs à parte, fico feliz por ter-me respondido e gostaria de explicitar meu profundo respeito por sua posição perante o tema Deus que parece-me bastante equilibrada.
      Felicidades! Permaneça conosco.

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  6. Sem Deus a vida, dentro de um contexto geral, não tem sentido. Tentar manter-me vivo e procriar, para perpetuação da minha espécie, interessa a quem? À Natureza? Mas ela própria nem sabe que existe. Assim como para qualquer outro animal, pouco me importa se depois da minha morte a humanidade vai continuar existindo.

    Com Deus eu sei que a vida teria algum sentido. Não sei qual, mas deveria ter. O problema é que as Escrituras não me deixam concluir que Deus é bom. Se eu dissesse para um recém-nascido que ele tem muito mais chances de arder no fogo do inferno do que ir para o céu, considerando a baixa taxa de mortalidade infantil e a cultura quase irracional à sua volta, sofreria, no mínimo, censuras. Ma-ma-mas foi isso que eu li.

    Então, na minha imaginação imaginei como poderia Deus ser bom, apesar do que se vê. Começaria com o argumento utilizado por Lúcifer a fim de conquistar apoiadores de sua causa, na qual o trunfo seria o livre arbítrio. Quem, não conhecendo esta realidade, não gostaria de ser o guia da sua própria vida? Fazer o que quiser, como quiser, sem a obrigação de adoração ou satisfação ao Criador? Parece tentador.

    Sim, caros amigos, éramos nós lá no céu, um terço da população de anjos, mas já com tendências maliciosas. E Deus, como às vezes nos castiga dando aquilo que queremos, deu. E eis nós aqui, neste mundo só nosso. De um lado, Satã, que agora não dá as caras, mas vive rodeando, tentando manter viva sua ideia. Do outro e também invisível, Deus, que, apesar dos pesares, está sempre disposto a intervir quando pedimos, louco para que nos arrependamos e voltemos ao seio da família celestial. Fim.

    Gente, sem ironia, não é lindo? Imaginação fértil cria muitas coisas!

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    1. Excelente Francisco! Excelente!

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    2. Nonato10:17 AM

      Prezado Francisco

      Parte 1/3

      Permita-me inferir que seu artigo é um culto à falácia da parcialidade. Todas as falácias são de duas origens: desconhecimento e/ou desonestidade intelectual.

      Supondo tratar-se do primeiro caso, tenho a lhe dizer que o Deus (da Bíblia, como escolheu você) que tem que ser comentado deve ser aceito como um todo e não como aquele que você restringiu falaciosamente.

      Se não cometermos tal equívoco, deveríamos nos perguntar, depois de todo o plano executado, quem estaria em melhor condição (na questão da vida prometida): os que estão vivos militando ou não contra Deus ou os que morreram e, no fim, fiquem com a vida que realmente conta.

      O amigo também comete falácia quando trata da questão do inferno. Não são todos os defensores da Bíblia que creem no inferno que você admitiu como hipótese. É claro que para formar sua opinião você teve que se valer da hipótese que mais contribuía para sua conclusão. [Segue]

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    3. Nonato10:19 AM

      Parte 2/3

      Eu, por exemplo, defendo que o inferno é a perda em si do que realmente interessa. A coisa que mais defendemos nessa vida passageira é a vida. Todos entregam tudo para não perdê-la. E todos se sentem horrorizados ao máximo se estão diante de uma circunstância que garante a iminência da perda. O que dizer de perder a vida eterna? Deve ser como um horror infinito...

      Só podemos avaliar isso se soubermos tudo do universo que hoje podemos observar e do que só podemos observar no futuro. Então, qualquer opinião acaba sendo uma crença. E eu prefiro crer no melhor: sou otimista e esperançoso.

      O Deus que você restringe é muito simples de ser visto se cometemos a falácia. O que realmente deveria ser feito nessa matéria não é cometer falácias (por desconhecimento, como estou a supor). Seria melhor que a explicação envolvesse os argumentos das pessoas (digamos cientistas descobridores de Genoma, contribuintes da Física Quântica) que creem em Deus.

      Seu artigo leva incautos a supor que com essa conversa você estaria por cima dessas autoridades supostas ridículas, já que se sente capaz de ver o que eles não veem.

      Creio que eu faria questão de considerar esses argumentos, tratados com as regras da lógica. O problema é que quando alguém fala com pertinência lógica em defesa do Deus, imediatamente o exército de militantes antibíblicos começa a aplicar adjetivações ao autor – para mim um bom sinal de que o autor conseguiu ser irrefutável. [Segue...]

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    4. Nonato10:21 AM

      Parte 3/3

      Essa questão de haver a revolta no céu também está no mesmo nível: se os outros seres (incluindo o tal do Lúcifer) fossem perfeitos, seriam iguais a Deus. Então, quem seria o Deus? Pasme: a história contada é decorrência da lógica: tente propor um Deus que só cria seres perfeitos. Tudo dará errado. Militantes do contra nem existiriam nem um Deus superior... Se Deus tentasse criar um ser imperfeito e errasse nessa tentativa, o ser sairia Perfeito e o Criador estaria subjugado à criatura, pois não seria perfeito, uma vez que errou na tentativa. Perderia o cargo. Tudo uma questão de consistência lógica.

      Eu já falei aqui que esses testemunhos sobre conversões à militância anticristã ou a supostos ex-cristãos são todos baseados nas ‘más’ companhias de pessoas ignorantes (desinformadas, não cultas). Dificilmente militantes antibíblicos vêm aqui para ‘desmascarar’ as argumentações de pessoas cristãs ou simplesmente crentes em Deus que têm assento nas melhores academias de ciências do mundo.

      Você deveria fazê-lo para valorizar suas crenças. É por isso que teses de doutorado são validadas: elas contêm uma série de referências bibliográficas e citações de renomados cientistas a favor da ideia em tese ou como parte das demonstrações. E nunca deixam de considerar o que pode parecer contra, enquadrando a situação com obediência a critérios lógicos e científicos. Não com expressões do tipo ‘isso não entra na minha cabeça’ ou ‘não posso imaginar’.

      Observação final: não uso mais a palavra ‘ateu’ e seus derivados porque li numa publicação de divulgação científica que não existem mais cientistas ateus. Depois das últimas descobertas científicas, a maioria pulou para agnosticismo e para outras religiões, principalmente o cristianismo.

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  7. Caro Nonato

    Alguns diriam que o fato de você não acreditar no inferno de fogo e no tal Lúcifer, não quer dizer que eles não existam, assim como o ateu não crer em Deus não garanta a sua inexistência. Eu já comentei que, se considerarmos a hipótese do arrebatamento e, como muitos defendem, a subida com vida dos que na ocasião estiverem vivos, a morte perde o status de certeza absoluta. Infelizmente, o livro sagrado dá margem a essas interpretações.

    Com relação ao inferno, eu tratei dessa hipótese não por mera conveniência, mas porque ela é a que me “perturba”, não a que você acredita. Se é falácia, não fui eu que inventei. Esse ponto de vista existe e se sustenta porque converge com certos versículos, de modo que, se for a hipótese verdadeira, estarei sendo mais coerente que você.

    Eu realmente não atentei para os deuses de escrituras similares à Bíblia, mas, pelo que entendi, é nela que você também se embasa. Sem querer ofender, eu não sei onde está escrito que “o inferno é a perda em si do que realmente interessa”, até parece que fazemos o mesmo quando tentamos adequar Deus a uma situação de bondade. Neste ponto, tendo sido eu claro ao dizer que se tratava da minha imaginação, a rigor não há falácia, pois não tenho a intenção de implantar uma nova forma de pensamento ou, por que não dizer, uma nova mentira.

    Ainda sobre criar falácia, a vantagem do ateu neste caso é até desleal, já que, não crendo em Deus, certamente nem precisa deste artifício. A expressão “ninguém é dono da verdade” é discutível, pois, se atribuirmos lógica a essa questão, há chance de alguma interpretação acertar em cheio, por mais absurda que seja, visto que a Bíblia também abre esse precedente. Daí, se tomarmos por essa a que trata do inferno de fogo, a sua interpretação é que será falácia, capaz de levar muitos para um lugar que achava não existir e que, por isso, negligenciaram.

    Desconheço muitas coisas, mas dados científicos são o que de mais há nos textos deste site e estou aqui para pesquisar. Também consulto informações de crentes, para valorizar minhas crenças, a prova é que há pouco recomendei aqui o vídeo Silas Malafaia Criação X Evolução (Youtube, duração 01:10:36), com citações científicas. Se você não comunga totalmente de suas ideias, saiba que eu também não, mas assisti até o final e, aqui mesmo, exaltei a inteligência do orador. “Falando” em inteligência, não vou citar Malafaia como exemplo de desonestidade intelectual, mas acho que a expressão serviria mais para inteligentes que enricam persuadindo com as falácias: sociopatas ou ateus do mal. E, quanto a sentir-me capaz de ver o que os cientistas não veem, acho sem nexo a afirmação, pois deixei entender que não se trata de uma suposta verdade, reiterando, foi apenas imaginação.

    Por causa das injustiças do mundo, eu gostaria que Deus existisse tanto quanto você. No mais, desculpe pelas adjetivações de outrem. Desejo de coração que tenhas paz.

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    1. Nonato9:17 PM

      Gostei de sua resposta.

      Achei por bem fazer uma pequena ressalva sobre o ‘tipo de inferno’ que eu disse defender, mas não me expliquei. E pretendo não explicar aqui.

      É que eu sugeri que existem correntes religiosas que defendem essa ideia – fato que coloca a seleção de um único tipo como falácia da parcialidade.

      Não supus que era de sua autoria. Já ouvi esse papo de mais de uma centena de militantes anticristãos. Eu tratei o caso como falácia sem que eu dissesse que a falácia era de sua autoria.

      Nós cometemos falácia não só por sermos autores mas também por nos aproveitarmos dela. Entende?

      Quando eu usei o termo ‘você’ pode tratá-lo como pronome indefinido, como autorizam as regras gramaticais.

      Quando uma falácia não é intencional, ela caracteriza apenas um vício de linguagem. Este advém da falta de conhecimento – um fator que não desonra ninguém.

      Outra pequena observação é o vício chamado literalismo. Cometemos esse erro quando perguntamos “onde está escrito que o inferno é a perda do que realmente interessa”. Ora, essas são palavras minhas, literalmente. O que devemos fazer nesse caso é verificar o que realmente interessa – de acordo com o plano do Deus que deveria ter sido tomado no seu todo como hipótese.

      Eu procurei ser detalhista para explicar essa frase, quando falei que o que realmente interessa é a vida que vai perdurar para sempre. A que dura pouco menos ou pouco mais de 100 anos será nada diante da outra prometida pelo Deus de que você fala.

      Que o inferno seria a perda dessa vida eterna está perfeitamente defendido na Bíblia. Jesus prometeu a vida eterna para os que nEle cressem. E Ele disse que alguns perderão a vida eterna.

      Saudações

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  8. Com a permissão do blogueiro, uma pequeno comentário a respeito do laureado geólogo Kurt Wise, que o faz subir ao púlpito de uma igreja batista nos fins d semana, quando nós dias úteis da as suas magnificas aulas de geologia. O respeitado professor e portador de um gene, ainda não desvendado pela moderna neuro ciência que tenta explicar cientificamente que certas pessoas não conseguiram libertar de seus cérebros o fenômeno da religião antes mesmo do nascimento. Mas como tudo sobre a ciência, para descobrir as causas e uma questão de tempo.



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  10. Todo homem religioso ou não move-se no ponto de partida por sentimentos, mitos, valores, etc. e, depois, pela razão. A questão principal portanto é: em que e em quem posso realmente depositar toda minha confiança?

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  11. Lixo. Discussões a tôa ... Morram e descubram a verdade. A morte é a resposta para tudo e para todos!!!

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  12. REFLEXÃO DE UM IGNORANTE QUE NÃO NASCEU DE MACACO E NEM TÃO POUCO FOI GERADO POR VERMES .====>MUITOS INFELIZMENTE DIZEM QUE NASCEU DE UMA COISA CHAMADA "VERME" DEPOIS DA EXPLOSÃO DE UM BIG BEN E QUE SOMOS TODOS DESCENDENTES DE MACACOS, INTERESSANTE SE A GENTE EVOLUIU COM O TEMPO E PORQUE AINDA EXISTE MACACOS DENTRO DAS JAULAS, E NÃO PRECISA SER CIENTISTA PRA CHEGAR NUM ZOOLÓGICO E VER OS MACAQUINHOS PULANDO, QUANTA INFANTILIDADE POR PARTE DE PESSOAS IGNORANTES 03 MOTIVOS PRA CONHECER NOSSOS IRMÃOS MACACOS SANGUE DO NOSSO SANGUE DE ACORDO COM OS "GRANDES MAGOS CIENTISTASSSS , FILOSOFOSSS , ESTUDIOSOSSS, TUDO NO PLURAL POIS ESSAS PESSOAS SÃO SE ACHAM MUITOOOO IMPORTANTES, QUANTO A ESSES QUE SE ACHAM IMPORTANTES E ADEPTOS PODERIAM VISITAR SEUS IRMÃOS MACAQUINHOS NOS ZOOLÓGICOS , NOSSOS IRMÃOS MACAQUINHOS PRECISA DE NOSSAS VISITAS POIS ELES NÃO SÃO SERES IMAGINÁRIOS , NÃO SÃO IGNORANTES E NEM TEM COMPROMISSO EMOCIONAL , E APROVEITAR E PERGUNTAR A ELES PORQUE O MUNDO DEIXOU DE EVOLUIR PRA ELES E POR CONTINUAM SENDO TRATADOS COMO ANIMAIS DE ATRAÇÃO, QUANDO ELE RESPONDER MANDA UM E-MAIL PRA MIM . deri.10@hotmail.com POIS O MUNDO TA MUITO EVOLUÍDO PARA EXISTIR ESSES TIPO DE PESSOAS QUE SE DIZEM SER PARENTESCO DE MACACOS, REALMENTE É COMO O AUTOR FALOU HAJA IGNORÂNCIA.

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  13. Bom dia.
    Eu tenho uma pergunta que eu não sei responder do ponto de vista ateu, o mundo sempre existiu, ou passou a existir de um dado momento, vocês podem responder-me?
    Obrigado

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    1. Bom dia Teosofo,o mundo que você quer dizer é o planeta terra ou universo?mais de qualquer forma,o ponto de vista ateu difere de ateu para ateu,eu como cético me baseio no método científico,ou seja na opinião de especialistas,físicos,astrônomos.No momento a teoria mais bem aceita é o bigbang,a qual diz que o universo ou seja o espaço e o tempo se iniciou com uma singularidade que se expandiu.Bem a algumas teorias que tentam explicar o que houve antes como a do multiverso por exemplo,eu prefiro a explicação de hawking que diz que se o tempo começou com essa singularidade nada havia antes pois nada pode existir sem o tempo.

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  14. Boa tarde Paulo Teca. Eu quis dizer o universo.
    Olha eu realmente não sei nada, mas sou muito curioso o big beng é uma teoria ou seja teoria é o mesmo que "eu acho" não se prova, se o espaço e tempo se iniciou com uma singularidade que se expandiu eu pergunto como surgiu esta singularidade foi auto surgimento ou foi criado?

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    1. Bom dia Teosofo,
      Bem em primeiro lugar sua descrição de teoria está equivocada, pra você entender de forma bem rasa lei cientifica é algo que confirma uma observação,é analítica ,explica como acontece tal evento,já a teoria científica tenta explicar o por que desse evento,e são sustentadas por fatos sim,no caso do bigbang uma delas é o fato de que as galáxias estão se afastando umas das outras,e tem inúmeras outras observações que corroboram com que ela seja a mais aceita hoje,e é bem fácil achar essas explicações.Já o como essa singularidade se iniciou, ainda não se sabe.

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  15. Boa tarde todos.
    Bom não sou ateu mas também não sou religiosos.
    Enquanto a ciência não provar, como surgiu o universo de verdade e de forma definitiva eu continuo acreditando que existe uma força criadora ou motora ou impulsionadora baseado na simples experiência de observação meu computador está lá parado sem fazer nada mas quando entra a energia nele ele passa a funcionar e é capaz de desenvolver com muita velocidade cálculos que eu levaria anos mas ele precisou desta energia impulsionadora assim eu acho que o universo passa a existir a partir de um dado momento por causa desta energia, que eu não denomino.

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    1. A hipóteses(teoria para leigos) que são na minha opinião mais elegantes e bem mais simples para a criação do universo,pelo que entendi você quer dizer que o universo deve ter sido criado por algo,na minha opinião vc está criando um problema ainda maior,de qualquer forma esse algo teria que se ter sido criado também,ou seja não explica nada.No caso do seu computador,vc diz que é necessário uma energia,e te pergunto da onde vem essa energia,isso seria Deus?para mim se chama Deus das lacunas.E pelo que vi seus comentários apesar de querer se mostrar como neutro é deísta sim então paramos por aqui.

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  16. Boa tarde amigos. realmente eu não entendo de teorias etc, mas como tudo científico é baseado na observação para se produzir um remédio, passam-se de 7 a 15 anos de observação e mesmo assim depois de tanto tempo, descobre-se que o mesmo faz mal e não foi previsto isto mostra que o ser humano é imperfeito e sendo assim não tem explicação plausível para tudo, no dia em que a ciência conseguir provar que o universo é auto existente e que não existe nenhuma força superior que esteja para lá da compreensão dos cientistas, eu aceitarei sem problemas, mas enquanto não acredito que esta força existe.

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