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Charlie, Charlie, Você Está Aqui? (A Brincadeira do Lápis)


Pretendo demonstrar um método científico simples que desmistifica o que já levou alguns jovens estudantes à histeria coletiva e tem tirado o sono de muitas crianças e adolescentes, além de pôr medo em um bom número de adultos supersticiosos.

Diferente do que a maioria dos pais fazem, aconselhando seus filhos a não brincarem com o "desconhecido", reuni as crianças de casa, que não paravam de falar no assunto, e lhes propus um teste científico que idealizei inspirado no experimento de 1668 do italiano Francesco Redi para refutar a abiogênese das larvas de moscas.

Montei juntamente com elas, em uma mesa livre de trepidação, dois jogos idênticos similar à foto acima. Cobri um dos jogos com uma redoma de vidro e o outro permaneceu sem qualquer proteção. Então à distância de mais ou menos 2 metros falamos a clássica frase "Charlie, Charlie, você está aqui?" por 5 vezes como "manda o figurino", porém nada aconteceu tanto com o jogo coberto pela redoma quanto com o jogo sem redoma. Então repetimos a frase mais 5 vezes e depois mais 5 vezes sem ocorrer qualquer movimento dos lápis suspensos.

Depois botamos cadeiras ao redor da mesa e nos sentamos para "invocar" novamente o "espírito" de Charlie bem mais próximos dos jogos, mas sem sucesso. Então pedi para as crianças repetirem o ritual e procurei soprar de forma sutil, sem que percebessem, o lápis do aparato sem redoma. E o que aconteceu? Charlie se manifestou! Depois de um riso sem graça, meio com dúvida, a criança mais nova, de 8 anos, acusou-me de ter soprado, o que confirmei. Então expliquei porque Charlie não tinha poder sobre o jogo debaixo da redoma e pedi a cada uma das crianças que tivessem sua própria experiência de soprar tanto o jogo protegido quanto o desprotegido.

Demos continuidade ao experimento deixando os jogos montados durante mais ou menos 8 horas com as janelas e portas do cômodo abertas para que o ar pudesse circular livremente. As crianças me mostraram que o lápis do jogo sem a redoma moveu-se levemente duas vezes neste período, enquanto o jogo protegido pela redoma não se moveu desde o início da experiência.

Depois disso desfizemos todo o aparato sem perguntamos ao Charlie se podíamos sair do jogo e, ao contrário do que reza a superstição, nenhuma criança foi atormentada por espíritos após se passarem várias semanas da realização do experimento.

Os benefícios deste teste simples, baseado no método científico, foram crianças mais seguras para dormirem sozinhas com luzes apagadas e com maior maturidade para debates sobre superstições similares como as brincadeiras do compasso, do copo e do tabuleiro ouija. Graças à Ciência.

3 comments:

  1. Ramayana7:59 PM

    Muito boa Alexandre! Conheço crentes que tem um verdadeiro pavor dessa brincadeira, que Deus é esse deles que não os dá segurança. Ciência é tudo!!!!

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  2. Otimo. Adorei👏👏👏

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  3. Kkkkk muito bom eu nunca acreditei nessa brincadeira é bom ver um site q comprove minhas teorias

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